A Oficina
Quando se começa ter contato com teatro, começa-se por influência da escola,, do grêmio, da igreja, do clube, da associação do bairro e por ai vai...ali se é “contaminado pelo vírus do palco”, esse “vírus” que mexe com o nosso ego, (O homem afinal de contas sempre sentiu vontade de se transformar em alguma coisa que não seja ele mesmo) nossa vaidade, nosso exibicionismo, nossa carência, levando-nos a crer que somos o “Maximo como astros da cidade”, então saímos por aí com ares dos que pensam que sabem, e é ai, nesse ponto, que esse “vírus” se torna perigoso e nocivo a uma carreira que poderia ser brilhante e compensadora, mas é exatamente aí que começa o caminho da mediocridade, da canastrice, da pretenciosidade, idiotizante para um candidato ao status de ator porque se afasta dos verdadeiros princípios da arte deanática, se afasta da pesquisa incansável em busca do conhecimento, da descoberta: a longa estrada noite adentro na arte de representar, porque a arte do ator, essa arte, é um processo de amadurecimento, uma evolução, uma ascensão que nos torna capazes de emergir da escuridão para uma luz fantástica, porque o teatro é uma arte comunitária, democrática por excelência, esteticamente superior, culturalmente eficaz e socialmente útil. A oficina é dirigida especialmente àquela pessoa que ainda não está contaminada pelo vírus do sucesso a qualquer custo, capaz de destruir qualquer proposta de trabalho mais séria. A perfeição é uma estrada, não o destino final.
O trabalho que desenvolvemos com o individuo que se interessa pelas Artes Cênicas, (ator ou não ator), é de leva-lo a compreender o teatro como uma filosofia de vida, e não como um trampolim do exibicionismo desengajado e inútil.
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